Policiais honestos e felizes são raros em Basin City. O que não é o caso de John Blaze.
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Que dia chato e entediante. Nenhuma coisa nova na delegacia de policia central de Basin City. Estranho. Essa é a cidade com o índice de crime mais alto do estado, e nada de ocorrência?
Meu nome é John Blaze. Estou servindo faz 10 anos. Nunca precisei matar um marginal, até hoje nunca precisei recarregar a arma. Mesmo sendo um dos melhores em tiro daqui, nunca precisei matar um marginal, nunca pensei em matar um.
Tenho mulher e 2 filhos. Esse é uma das razões por não matar. Eles podem vir atrás da minha família. Que bom que nunca pensaram nisso.
Ouço o agito dos outros policiais, eles estão indo ver um assassinado, alguém foi morto, e o assassino só usou 3 balas. Deve ser um profissional, queria ir lá ajudar, mas meu turno já acabou. Marie já deve estar com a comida no fogo. Me lembro de como ela cozinha bem, e como cozinha bem.
(John)- Estou indo Mike. Até amanhã.
(Mike)- Acha que não quer ficar mais um pouco?
(John)- Não, Marie e as crianças precisam de mim. Estão me esperando.
(Mike)- Ok, mande um abraço à Marie e para as crianças em meu nome.
(John)- Sim. Até amanhã parceiro.
Aceno para meu amigo, coloco minhas coisas na mala, vou embora.
Aquela cidade fede à crime. É tanta coisa passando despercebida por debaixo do nariz da policia que até da vontade de vomitar. A cada marginal morto, outro aparece na cidade. Odeio esse lugar. Só preciso completar o dinheiro, comprar a casa no Texas, deixar de ser policial, e começar a viver "no sapatinho".
Chego em minha casa. Tudo normal. Tudo limpo. Mulher e filhos esperando. O sonho americano.
Tudo caí em minha cabeça quando abro a porta.
(Marie de longe gritando)- JOHN!
(John)- MARIE!
Ouço o grito da minha amada. Como uma faca descendo em minha garganta. Jogo minha mala no chão, abro ela e pego minha pistola.
(John)- 7 BALAS?
Meu orgulho de policial "bonzinho" caí em meus ombros, me fazendo acordar para a vida. Estamos em Basin City seu idiota! A cidade com o maior índice de criminalidade do estado! "Idiota! Idiota! Ela já deve estar morta!" isso martelava em minha cabeça enquanto andava.
Sala de estar. Ninguém, nem uma mancha. Eles devem ser bons.
Subo a escada. Seringas nos degraus. Estão drogados? Que droga está acontecendo aqui?
Chego no andar de cima. Sou recebido à tiros, alguém não me quer ali. Descarrego minhas 7 balas no filho da mãe. Vejo o braço dele. Está todo furado. Pego sua arma e vou em direção ao quarto das crianças.
Meu mundo desaba com tamanha maldade. Meus dois filhos. July e Max. 4 e 7 anos. Mortos. Enforcados, cada um em cima de sua respectiva cama. Estavam com os pulsos cortados. Foi horrível. Chorei. Pela primeira vez em anos. Chorei.
Não há tempo para isso! Recarregue a arma! arrombe a porta do seu quarto! Mate o desgraçado! Faça-o sofrer!
Nunca pensei nisso. Nunca pensei em fazer uma pessoa sofrer.
O sangue faz meu corpo se mexer automaticamente. Matar. Sangue. Estou mergulhado em um instinto assassino. Me sinto realmente em Basin City.
Arrombo a porta. Minha mira não falha. Desarmo o bandido. Atiro em 3 pontos diferentes de seu braço. Jogo-o pela janela. De algum modo, aquilo foi lindo. Ver ele cair. Se espatifar.
Olho para trás. A adrenalina pára. O sangue esfria. Vejo Marie morta. Com marcas de estupro. Vejo o sangue na cama e no tapete. Ela está de avental. Ia preparar a comida quando eles chegaram e acabaram com tudo. Choro mais uma vez. Abraço seu corpo morto e frio. Grito.
Marie, eu te amo.
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